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5 de out. de 2010

ENVELHECIMENTO COM PROTEÇÃO SOCIAL E QUALIDADE DE VIDA

Márcia Lopes, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Na data comemorativa do idoso – 30 de setembro – podemos assegurar que há muito o que fazer, mas também que há muito a comemorar. O IBGE divulgou dados preliminares do Censo 2010, com 80% da população brasileira já recenseada, cerca de 154,2 milhões de pessoas. Os dados indicam que a pirâmide etária brasil eira se alterou na última década, o país que antes era considerado jovem, está cada vez mais amadurecido. O Brasil conta com aproximadamente 20 milhões de pessoas com mais de 60 anos (PNAD, 2008), um grupo que já representa mais de 10% da população brasileira. O envelhecimento é um fenômeno populacional mundial, atualmente contabilizamos mais de 600 milhões de pessoas com mais de 60 anos no mundo. Os avanços da medicina, as novas tecnologias, o desenvolvimento social e econômico tornaram possível o aumento da longevidade.

O Plano Internacional para o Envelhecimento, elaborado durante a II Assembléia Mundial de Envelhecimento realizada em Madri, em 2002, recomenda a todos os países signatários (e o Brasil é um deles), a adoção de políticas e programas sociais voltados à pessoa idosa, de modo a garantir o cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A questão central é que a qualidade de vida é tão importante quanto a longevidade. Por isso, sempre que possível, os idosos devem desfrutar da vida convivendo em família e em comunidade, de forma plena, saudável, segura e satisfatória, como membros ativos integrantes da sociedade.

No Brasil, o envelhecimento envolve múltiplas dimensões com variáveis étnicas, socioeconômicas, de gênero, entre outras. Nesse sentido também são várias as possibilidades e desafios para vivenciar esta etapa da vida.

Nessa direção, cada um de nós tem um papel a desempenhar, por suposto essa reconfiguração da estrutura etária implica também no redimensionamento das políticas públicas e novos investimentos sociais para atender as demandas que surgem do envelhecimento populacional, incluindo programas e serviços especializados na atenção e proteção a pessoa idosa.

Na proteção social aos idosos, a política pública de Assistência Social se consolida como área estratégica de garantias e cobertura de necessidades básicas de renda, acolhida, convívio e fortalecimento de vínculos entre outras. O segmento da pessoa idosa é contemplado como uma dos prioritários já na Constituição de 1988 e reiterado pela Lei Orgânica da Assistência Social editada em 1993.

As iniciativas adotadas pelo governo federal neste campo a partir da instituição do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) ofertam atendimento aos idosos em 6.763 unidades públicas da proteção social básica, os CRAS, e 2.036 unidades públicas da proteção social especial, os CREAS. Atualmente, 1.593.678 pessoas com 65 anos ou mais, r ecebem um salário mínimo mensal independente de contribuição à previdência por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O SUAS prima por ações que tenham centralidade na família com preocupação de integrar benefícios e serviços, com a perspectiva de fortalecer a capacidade protetiva das famílias em relação aos idosos.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome financiou também financiou pesquisas que buscam qualificar e sistematizar informações que possibilitam aos gestores municipais e estaduais planejarem e aprimorarem as suas ações no sentido de garantir a qualidade dos serviços oferecidos aos idosos. A Longevidade e o envelhecimento populacional no Brasil é uma conquista, para ser reconhecida como um direito construído. O que se busca, cada vez mais, é contribuir para que os idosos do nosso país possam, não apenas melhorar sua condição de vida, mas também exerc erem o protagonismo e participarem com compartilhamento de conhecimento e experiências acumuladas para as futuras gerações.
FONTE: MDS

10 de set. de 2010

FGV: 20,4 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA POBREZA DESDE 2003

Em 2009, o índice de pobreza no Brasil caiu 4,3%. Se em 2008 havia 29,8 milhões (16,02%) de pessoas nessa situação, no ano passado o número baixou para 28,8 milhões (15,32%), um milhão a menos. É o que mostra estudo, divulgado nesta sexta-feira (10), que a Fundação Getulio Vargas produz anualmente desde 1992.

De acordo com o levantamento, que leva em conta os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, 20,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza desde 2003. Naquele ano, 28,12% dos brasileiros eram considerados pobres, ou seja, tinham renda mensal de até R$ 140 em valores atuais.

Dados da fundação registram queda constante na taxa de pobreza a partir de 2003. Em 2006, pela primeira vez, o Brasil passou a ter menos de 20% da sua população em situação de pobreza.“O tamanho do bolo brasileiro está crescendo mais rápido e com mais fermento entre os mais pobres”, relata o estudo coordenado pelo economista Marcelo Neri.

A pesquisa revela que a renda per capita dos brasileiros aumentou 2,4% de 2008 para 2009, o que ajudou no combate à desigualdade e na redução da distância entre ricos e pobres. Entre os fatores que contribuíram para a queda da desigualdade, estão os reajustes do salário mínimo, o desempenho do mercado de trabalho e programas sociais como o Bolsa Família.

“Os índices que estão aí são todos favoráveis. A desigualdade no Brasil está tendo uma queda como nunca se viu. Os índices das políticas sociais são absolutamente favoráveis e, no campo do sistema de proteção social, temos avançado muito”, argumenta a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes.

Segundo o estudo, “aumentos do Bolsa Família e de outros programas não previdenciários tendem a beneficiar predominantemente a classe E, que tem 18,5% de seus proventos nessa modalidade de renda”. O trabalho da FGV pode ser acessado no seguinte endereço eletrônico http://www.fgv.br/cps/ncm/.

www.mds.gov.br/saladeimprensa

FONTE: MDS



22 de ago. de 2010

MDS REALIZA CENSO SUAS 2010 ENTRE AGOSTO E OUTUBRO DE 2010

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) informa que será realizado, entre os dias 23 de agosto e 1º de outubro deste ano, o Censo SUAS 2010, que deverá ser respondido pela Internet.

Todos os municípios brasileiros devem responder ao Censo SUAS, independentemente de terem ou não Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). Neste ano, o Censo será composto por quatro questionários específicos:

  • O “Questionário da Gestão” deve ser respondido por todos os municípios e estados e coletar informações gerais sobre as secretarias municipais e estaduais de Assistência Social;
  • O “Questionário dos “Conselhos” deve ser respondido por todos os conselhos municipais e estaduais de Assistência Social, que coleta informações sobre a estrutura e funcionamento dos conselhos municipais e estaduais de Assistência Social, assim como dos seus respectivos conselheiros;
  • O “Questionário dos CRAS” coleta informações sobre a estrutura, o funcionamento e os recursos humanos dessas unidades. Deve ser respondido apenas pelos municípios que já possuem essas unidades;
  • O “Questionário dos CREAS” coleta informações sobre a estrutura, o funcionamento e os recursos humanos dessas unidades. Deve ser respondido apenas pelos municípios que já possuem essas unidades.

Os questionários dos CRAS, assim como os dos CREAS, devem ser preenchidos de acordo com o número de unidades existentes no município. Exemplo: se o município possui cinco CRAS, ele deve preencher cinco questionários, um para cada unidade.

Para acessar e preencher os questionários eletrônicos, que em breve estarão disponíveis nesta página, os municípios, estados e conselhos devem utilizar o mesmo login e senha do SuasWeb. É importante ficar atento ao calendário que especifica a data de abertura e encerramento do acesso aos formulários. Isso porque, a depender do tipo de questionário, há uma data específica de acesso.

O preenchimento criterioso do Censo SUAS 2010 constitui elemento indispensável para o processo de planejamento, acompanhamento e avaliação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e, conseqüentemente, para a consolidação da rede de proteção social no Brasil.

FONTE: MDS


12 de ago. de 2010

BOLSA FAMÍLIA FAZ CRIANÇA PROGREDIR NA ESCOLA E TER VIDA MAIS SAUDÁVEL


A segunda rodada da Avaliação de Impacto do Bolsa Família trouxe resultados que reforçam a relevância do programa de transferência de renda do Governo Federal: as crianças das famílias beneficiárias apresentam maiores taxas de matrícula escolar, progridem no sistema educacional e tomam mais vacinas. Esses resultados foram apresentados durante entrevista coletiva, em Brasília, pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, nesta terça-feira (10/08).

Para chegar a essas conclusões, o consórcio formado pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Política Alimentares (IFPRI), sediado nos Estados Unidos, e pelo instituto Datamétrica, contratado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) por processo de licitação internacional, analisou dados de 11,4 mil domicílios em 269 municípios brasileiros, levantados entre setembro e novembro de 2009.

Veja os principais pontos da Pesquisa de Avaliação de Impacto do Bolsa Família

Percepções dos beneficiários sobre o Programa
Os beneficiários demonstram bom conhecimento de aspectos operacionais do Programa. Mais de 80% identificam a linha de extrema pobreza do Programa e mais de 90% identificam as principais condicionalidades de educação e saúde.

Os beneficiários declaram majoritariamente (81%) não enfrentar problemas para cumprir as condicionalidades.
Os entrevistados (beneficiários e não beneficiários) preferem a expansão do Programa ao aumento do valor dos benefícios, se só houvesse recursos para uma dessas medidas.

Impacto do Programa

As crianças e adolescentes (6 a 17 anos) do Bolsa Família têm uma taxa de matrícula 4,4 pontos percentuais maior que as não beneficiárias de igual perfil socioeconômico. Esse efeito é maior na Região Nordeste.

As crianças e adolescentes do Bolsa Família têm taxa de progressão escolar 6,0 pontos percentuais maior do que as não beneficiárias de igual perfil socioeconômico.

O Programa aumenta a busca por serviços de saúde. As mulheres grávidas beneficiárias tiveram em média 1,5 mais consultas pré-natal que as grávidas não beneficiárias de mesmo perfil socioeconômico.
O Programa explica o aumento do peso das crianças beneficiárias ocorrido entre 2005 e 2009. E o aumento de peso ocorrido no período foi saudável, não representando aumento da obesidade.

As crianças do Bolsa Família de até 6 meses também receberam as 7 vacinas prescritas em proporção maior (15 pontos percentuais) que as não beneficiárias de mesmo perfil socioeconômico – mostrando que as condicionalidades em saúde estão funcionando.
FONTE: MDS

9 de ago. de 2010

MUNICÍPIOS RECEBEM R$ 24,1 MILHÕES PARA INVESTIMENTO NA GESTÃO DO BOLSA FAMÍLIA

Os valores se referem ao IGD-M de maio. 142 cidades que não atenderam aos critérios exigidos pelo MDS ficaram sem recursos destinados às ações administrativas do programa

Os municípios receberam do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) R$ 24,1 milhões, referentes ao Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M) de maio. Os recursos, repassados mensalmente, devem ser aplicados exclusivamente em ações administrativas para aprimorar a gestão local do Programa Bolsa Família.

O montante destinado a cada cidade é calculado com base no desempenho municipal no monitoramento da frequência escolar e agenda de saúde dos beneficiários e nas taxas de cadastro válido e atualização cadastral. Do total de 5.564 cidades existentes no Brasil, 5.422 receberam o IGD-M referente a maio porque cumpriram as exigências mínimas no desempenho do programa: execução de 55% do total das atividades, combinado a um mínimo de 20% no monitoramento da frequência escolar; agenda de saúde; atualização cadastral e cadastro válido. Além dos índices mínimos, numa escala que varia de zero a um, as prefeituras precisam ter assinado termo de adesão ao Bolsa Família e estar habilitadas ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Os valores são calculados pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS com base nos percentuais mensais da gestão municipal, levando em consideração o valor de R$ 2,50 por família, com renda per capita de até meio salário mínimo, inscrita no Cadastro Único. O montante é destinado via Fundo Nacional de Assistência Social a cada cidade que atendeu ao critério para o Fundo Municipal de Assistência Social. A prestação de contas sobre utilização do IGD-M precisa ser aprovada pelo Conselho Municipal de Assistência Social.

As regras estabelecidas pelo MDS impediram que 142 cidades recebessem os recursos de maio (veja quadros abaixo). Essas suspensões não afetam o pagamento mensal dos benefícios as 12,5 milhões de famílias atendidas pelo programa. Elas continuam sacando os valores nos postos de atendimento da Caixa Econômica Federal, por meio de cartão e senha pessoal.

Os valores do IGD-M devem ser aplicados nas ações de cadastramento de famílias, gestão de benefícios, no monitoramento das contrapartidas de educação e saúde, na articulação entre esses setores e a assistência social e na execução das ações de desenvolvimento do beneficiário do Bolsa Família. O indicador foi criado em abril de 2006 para apoiar financeiramente os municípios na gestão compartilhada do programa.

Resumo dos municípios – Maio/2010
Total repassado = R$ 24.159.457,82

UF

Quant.

Valor

AC

22

117.637,01

AL

102

778.830,22

AM

62

538.838,14

AP

16

79.044,85

BA

417

3.206.497,47

CE

184

1.986.504,22

DF

1

106.390,28

ES

77

326.801,64

GO

242

615.649,36

MA

213

1.712.526,40

MG

846

2.331.705,88

MS

74

230.838,93

MT

139

327.441,29

PA

141

1.222.902,90

PB

220

950.535,78

PE

184

2.029.342,72

PI

219

926.038,48

PR

399

1.000.561,71

RJ

90

1.006.319,99

RN

165

701.395,18

RO

52

209.716,57

RR

13

82.967,18

RS

437

847.881,14

SC

274

312.437,83

SE

75

458.621,20

SP

621

1.763.599,57

TO

137

288.431,88

Total

24.159.457,82


Total de municípios que receberam transferência de recursos

5.422

Municípios que não receberam por ter IGD menor que 0,55

40

Municípios que não receberam por ter atualização cadastral menor que 0,2

2

Municípios que não receberam por ter frequência escolar menor que 0,2

11

Municípios que não receberam por ter qualidade cadastral menor que 0,2

18

Municípios que não receberam por ter acompanhamento de saúde menor que 0,2

32

Municípios que não receberam por não estarem habilitados

39

Total geral de municípios

5.564


Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome